Biografia e Manifesto de James Beal

Biografia

James Beal é um administrador de sistemas com mais de 26 anos de experiência profissional. Nos últimos oito anos ele se especializou em computação de alta produtividade e recentemente expandiu para o ramo de implementar nuvens privadas. James vive no Reino Unido com sua esposa e dois filhos adolescentes. Seu envolvimento com fandom provavelmente começou com Doctor Who, Blake’s 7 e O Guia do Mochileiro das Galáxias. Da mídia atual ele prefere Elementary, Doctor Who, Person of Interest, Steven Universe e Sherlock. Seus autores preferidos são Seanan McGuire, Diana Wynne Jones, Diane Duane, Philip Pullman e Ben Aaronovitch. Ele tornou-se membro da equipe de Sistemas em janeiro de 2011 e tornou-se líder técnico em março de 2013. Mais tarde em 2013 ele passou a participar do comitês de Acessibilidade, Design e Tecnologia como membro da equipe, e não apenas como intermediário do Sistemas. (mais…)

Biografia e Manifesto de Kristina Busse

Biografia

Kristina Busse é co-editora fundadora da nossa publicação acadêmica Transformative Works and Cultures – TWC (Culturas e Obras Transformaivas) e trabalha com a OTW (Organização Para Obras Transformativas) há 8 anos. Ela co-editou diverosos livros acadêmicos sobre fanfiction e culturas de fãs e continua publicando na área. Dentre seus livros estão os co-editados Fan Fiction and Fan Communities in the Age of the Internet, Sherlock and Transmedia Fandom e The Fan Fiction Studies Reader. Todos os rendimentos do reader, inclusive, vão para OTW. Kristina começou a participar de fandom organizado no fim dos anos 90 como shipper de Buffy/Angel e já participou de mais do que gostaria de admitir, hoje Dragon Age, Marvel e Vorkosigan são as obsessões do momento. Ela tem um PhD em inglês pela Tulane University e leciona no Departamento de Filosofia e Estudos de Gênero da University of South Alabama. Ela ensina de tudo, desde lógica e mitologia até estudos sobre fandom e história LGBT. Kristina é uma imigrante alemã vivendo no sul dos Estados Unidos com sua família de jogadorxs de jogos de RPG de mesa. (mais…)

Biografia e Manifesto de Priscilla Del Cima

Biografia

Priscilla Del Cima é formada em Direito e está terminando seu MBA na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro. Ela entrou para OTW (Organização para Obras Transformativas) em 2009 e trabalhou em diversos comitês desde então, incluindo Desenvolvimento e Membros, Documentação do AO3 e Wiki. Ela é líder da equipe do Tradução desde que realizou a sua reestruturação no final de 2013 e agora está também trabalhando para reconstruir a equipe do Financeiro. (mais…)

Anúncio de Candidaturas para as Eleições de 2016 da OTW

Anúncio de candidaturas

A OTW (Organização para Obras Transformativas) está feliz em anunciar as seguintes candidaturas para a eleição de 2015 (em ordem alfabética por nome):

  • James Beal
  • Kristina Busse
  • Priscilla Del Cima

Já que nós temos duas vagas a serem preenchidas e 3 candidatxs, as eleições de 2016 serão disputadas: isto é, os membros da OTW irão votar em quais candidatxs vão assumir as vagas disponíveis. (mais…)

Diretoria Indica Candidata Eleita em Último Lugar

ATUALIZAÇÃO: a Diretoria de 2015 renunciou.

Em 14 de agosto de 2015, a Diretoria votou para diminuir sua composição de 9 para 7 diretorxs. Antes dessa votação, a Diretoria informou o time de Eleições que apenas 2 vagas seriam liberadas para votação neste ano. Isto está de acordo com o Artigo V, #3 do estatuto da organização, o qual determina que todo ano ao menos 2 diretorxs devem ser eleitxs e que se a Diretoria tiver 7 ou mais membros, ao menos um terço delxs devem ser eleitxs anualmente.

Em 16 de setembro, a líder do time de Eleições indicou que, já que é possível eleger mais do que o número mínimo requerido de diretorxs em um ano, tínhamos esse ano, graças ao volume supreendente de pessoas que haviam se candidatado, a oportunidade de revitalizar uma Diretoria que vinha cada vez mais encolhendo nos últimos tempos (inicialmente, havia 8 candidatxs na disputa). A Diretoria rejeitou essa proposta e Andrea Horbinski deu a seguinte resposta: “a Diretoria votou para estabelecer uma Diretoria com sete membros. Como elegemos três pessoas no ano passado, podemos eleger duas pessoas este ano e mais duas no próximo e facilmente manter um cronograma regular — o mesmo que tínhamos antes do aumento da Diretoria para nove pessoas.”

Depois, a Diretoria removeu Nikisha Sanders da lista de candidatxs. Mais uma vez, a líder do Eleições teve seus protestos ignorados pela Diretoria. Subsequentemente, Dan Lamson retirou sua candidatura.

Seis candidatxs disputaram a eleição final. Os votos dos membros levaram ao seguinte ranking:

  1. Matty Bowers
  2. Atiya Hakeem
  3. Alex Tischer
  4. Katarina Harju
  5. Aline Carrão
  6. Andrea Horbinski

A candidata em 5º lugar, Aline, recebeu 2,89 vezes o número de votos que a candidata em 6º lugar, Andrea.

Hoje a Diretoria realizou uma reunião da Diretoria aberta no canal acessível ao público Discussão Pública. Apesar de não ter avisado a voluntárixs, membros ou ao comitê de Eleições de que hoje aconteceria esta votação, a Diretoria votou a favor do retorno de Andrea Horbinski para a Diretoria para encerrar o mandato que vai até 31 de dezembro de 2016, para ocupar o assento vago por Anna Genoese no fim de 2014. Andrea Horbinski, Margaret J. MacRae, Cat Meier, e Jessica Steiner votaram a favor, Eylul Dogruel absteu-se, e Soledad Griffin não estava presente. Você pode ler uma transcrição desta votação e a reação resultante nesse link.

Em 2010 uma situação semelhante ocorreu, quando um membro da Diretoria renunciou logo depois da eleição daquele ano. Na época, a candidata seguinte foi chamada para preencher o assento. Precedente, bom senso, e a ética impõem que as escolhas dos membros em uma eleição sejam respeitadas. O Comitê de Eleições apóia a indicação de Alex Tischer para ocupar o assento de Anna na Diretoria. Caso Alex não deseje assumir a posição, nós apoiamos a indicação de Katarina Harju ou Aline Carrão, nessa ordem.

Esta notícia foi traduzida pela equipe voluntária de tradução da OTW. Para saber mais sobre o nosso trabalho, visite a página da Tradução no site transformativeworks.org.

Biografia e Manifesto de Katarina Harju

Biografia

Katarina é finlandesa falante de sueco atualmente estudando para obter um diploma na área de Tecnologia da Informação. Antes disso, ela trabalhou com contabilidade por muitos anos. Ela começou a procurar fandoms em 2000 depois de ler a respeito em uma revista (e é eternamente grata por ter escolhido esta revista em especial em um momento de tédio). Ela criou obras de fãs em diversos fandoms, muitas das quais podem ser encontradas na sua página de usuárixs no Archive of Our Own – AO3 (Nosso Próprio Arquivo). Em algum momento ela se apaixonou por podfics, e ela ainda escreve fics, grava podfics, e até mesmo artesanato ligado a fandoms às vezes, mas não com a frequência que gostaria. Katarina acompanhou o trabalho da OTW’s (Organização Para Obras Transformativas) de perto desde o começo, envolvendo-se em 2013 como membro do comitê de Tradução, onde hoje ela é tradutora e membro da equipe. Ela foi organizadora de tags por um tempo em 2014, e hoje também trabalha no comitê de Abuso do AO3.

Manifesto

1. Por que você decidiu concorrer à Direção?

Durante meu serviço na OTW, passei a me importar muito com os objetivos da OTW, com colegas voluntárixs e com usuárixs de nossos projetos. Existem, contudo, diversas áreas do funcionamento da OTW com as quais não estou satisfeita, incluindo alguns aspectos de como a Direção atual da OTW funciona. Sinto que me candidatar para a Direção é o melhor modo de servir às necessidades dos grupos já mencionados, e de ajudar o trabalho da Direção a refletir estas necessidades. Segui o desenvolvimento da OTW desde o início, e estou muito investida em sua missão e seus projetos. Nos últimos dois anos, vi muitos comitês prosperarem, colaborarem e progredirem nos seus objetivos, enquanto outros tiveram problemas por falta de comunicação e problemas de administração da Direção. Acho que me voluntariar para me unir à Direção é a forma lógica de tentar ajudar a consertar isso.

2. Quais habilidades e/ou experiências você trará para a Direção?

Eu tenho experiência profissional com contabilidade, e embora os regulamentos sejam um pouco diferentes, já que a OTW é estabelecida nos Estados Unidos, o básico e as melhores práticas de contabilidade e controle de orçamento aplicam-se para OTW da mesma forma que para as empresas onde já trabalhei.

Como membro da equipe de Tradução, tenho experiência nas áreas de gerenciamento e administrativa, incluindo lidar com uma grande quantidade de e-mails com questões variadas em pouco tempos, organizar as tarefas para nossxs mais de 150 voluntárixs, escrevendo documentos e colaborando com outros comitês. Tenho experiência trabalhando com pessoas origens e culturas diferentes, tanto na OTW quanto na minha vida offline, o que resulta em uma ótima base para trabalhar na Direção de uma organização tão diversa quanto a OTW. Também tenho experiência com TI, e, embora não faça parte do grupo de pessoas que mantem o AO3 funcionando e melhorando, eu compreendo o que elxs fazem (e sou extremamente grata).

3. Que objetivos você gostaria de atingir durante seu mandato?

Eu gostaria de ver a Direção chegar em um ponto em que ela não considere necessário envolver-se na administração cotidiana — uma Direção que não microgerencie, que em vez disso foque nas decisões mais importantes e nos planos para assegurar que a organização atinja seus objetivos. Onde o envolvimento da Direção for necessário, como algumas vezes acontece, eu faria o meu melhor para garantir que a situação fosse resolvida de forma agradável e, mais importante, com agilidade para evitar atrasos desnecessários no trabalho dos comitês.

Além disso, eu gostaria de ver o comitê Financeiro sendo reestabelecido de alguma forma, ou para fazer alguns ajustes razoáveis na maneira como são conduzidas nossas contas. Não parece ser razoável que todo esse trabalho caia sobre os ombros de uma única pessoa como acontece hoje. Independente da habilidade desta pessoa em lidar com o trabalho, é simplesmente irresponsável não ter algum mecanismo de redundância embutido no modo como lidamos com as finanças da organização. Como a nossa contabilidade está nas mãso de uma única pessoa, que também é a responsável por interpretar os relatórios financeiros para Direção (e que pode ela mesma ser parte da Direção), não existe supervisão suficiente sobre as finanças e contabilidade. No momento não existe nenhuma forma de auditoria interna ou externa, o que significa que não existe nenhuma forma eficiente para demonstrar responsabilidade fiscal.

4. Qual é a sua experiência com os projetos da OTW e como você colaborará com os comitês relevantes para lhes dar apoio e fortalecer? Por favor, inclua AO3, TWC, Fanlore, nosso trabalho de Legal Advocacy (Assistência Jurídica), e Open Doors (Portas Abertas), mas sinta-se livre para enfatizar áreas nas quais você tem mais interesse em particular.

Fui organizadora de tags e atualmente sou membro do comitê de Abuso do AO3, também sou usuária do AO3, então tenho mais experiência prática com o AO3 do que com outros projetos. Entretanto, também sou membro do comitê de Tradução, que trabalha com muitos outros projetos da OTW, e, assim, tive a oportunidade de me familiarizar com os trabalhos desenvolvidos, e também com os comitês que tornam esses projetos possíveis.

De forma geral, acho que é importante que a Direção seja acessível, e que a Direção possa descobrir as necessidades dos comitês através de um diálogo aberto, já que os comitês estão na melhor posição para saber o que precisam. Muitas vezes apresentar uma proposta para Direção parece ser mais um obstáculo para realização de tarefas do que uma oportunidade para fazer mudanças e ajustes úteis nos planos. Então uma coisa que pretendo fazer por todos os projetos é ser o mais aberta possível e realizar o meu trabalho em tempo hábil.

Acredito que deveríamos confiar nos comitês para realizarem os trabalhos que já comprovaram ser capazes de cumprir, sem interferências desnecessárias. Para os que precisam de ajuda e suporte, deveríamos oferecer, mas não impor, esta ajuda. Nós deveríamos ouvir outros comitês que enfrentaram problemas semelhantes, entender como lidaram com a situação, e encorajar os que estão batalhando com ela a seguir o exemplo. A Direção não consegue resolver tudo com um passe de mágica ou estar presente em todos os lugares, mas ela pode ter o conhecimento dos antecedentes para facilitar as conexões entre pessoas que podem se ajudar.

5. Escolha dois tópicos/problemas que você acha que devem ter alta prioridade para a OTW, tanto interna quanto externamente. O que esses tópicos significam para você e por que você os valoriza? Como você os fará parte do seu serviço?

Na minha carreira profissional, eu trabalhei com a administração das finanças de outras pessoas e contabilidade, e por isso não consigo evitar focar na forma como as finanças da OTW são administradas atualmente. É desaconselhável deixar toda essa responsabilidade sobre os ombros de uma única pessoa. O que acontece se essa pessoa, por algum motivo, ficar indisponível para nós? Além disso, no momento nós não temos um orçamento, o que é algo importante para o planejamento futuro e estabelecer os objetivos das arrecadações de fundos.

E falando nas finanças, acho que nós deveríamos repensar outras áreas também — especialmenete as nossas campanhas de arrecadação de fundos. Nós tivemos várias campanhas de membros muito bem sucedidas (e somos eternamente gratxs a todxs xs doadorxs), mas a verdade é que a maior parte deste dinheiro está parado em uma conta bancária, sem uso. Como nós podemos justificar pedir mais dinheiro axs nossxs usuárixs, sendo que ainda nem usamos o que já recebemos? Existem coisas úteis que poderiam ser feitas com esse dinheiro, tais como contratar pessoas para ajudar com o código do AO3 ou do site da OTW, ou garantir que vamos investir em novos servidores para os nossos projetos rapidamente. Caso não tenhamos nenhum plano para usar o dinheiro que já temos, deveríamos ser honestxs quando vamos pedir por mais doações.

6. Quais você acha que as principais responsabilidades da Direção são? Você está familiarizada com os requisitos legais para a direção de uma organização de fins não econômicos baseada nos EUA?

Não sou cidadã americana, mas estou familiarizada com os requisitos para uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estado Unidos, e as responsabilidades desta Direção em particular. Não me candidataria a uma posição sem antes ter pesquisado o melhor possível as responsabilidades que vêm com ela. Acho que o requerimento legal essencial é o dever de atenção de umx diretorx para com a organização e seus membros: ficar informadx sobre o que está acontecendo na organização, tomar decisões baseadas no maior interesse da organização e sua missão.

Acredito ser responsabilidade da Direção observar o panorama geral, e guiar a organização com base nos seus objetivos. A Direção não deve ser responsável pela administração cotidiana. A Direção da OTW em alguns momentos achou necessário se envolver de uma forma que não é ideal; como a estrutura interna da OTW não estava preparada para o ritmo de crescimento da organização, quando este envolvimento for necessário ele deve ser tratado de forma eficiente e de um jeito que não atrapalhe o exercício das atividades do dia a dia ou, se isso não for possível, que as atividades normais possam ser retomadas o mais rápido possível.

Também acho que é parte da responsabilidade da Direção ser o mais aberta possível a respeito de seu trabalho. Atualmente, muito do que a Direção faz acontece em ambientes que não são acessíveis a pessoas que não são membros da Direção, mesmo quando estão tratando de questões que não exigem este nível de privacidade. Esta aparência de segredo — mesmo que sem intenção — é algo que a Direção deveria se esforçar para evitar.

7. Como você balanceará seu trabalho na Direção com outras funções na OTW, ou como você planeja passar seus cargos atuais adiante para focar no trabalho da Direção?

No momento estou trabalhando como membro da equipe nos comitês de Abuso e Tradução. Fico satisfeita por trabalhar em comitês com uma estrutura sólida o bastante que sei que posso me afastar das minhas funções sem causar nenhum grande inconveniente para o resto da equipe. Sei que podem assumir a minha parte do trabalho sem precisar fazer nenhuma reestruturação significativa.

No Tradução trabalho como membro da equipe, que é uma função mais administrativa, e como tradutora. Se for eleita vou manter uma posição no comitê de Tradução, porque acho o trabalho satisfatório. O sentimento de comunidade que encontro nele também me ajuda a lembrar porque a OTW é tão importante para mim. Sinto algo parecido pela equipe de Abuso, e valorizo a oportunidade de interagir e ajudar usuárixs do AO3, mesmo que em circunstâncias delicadas e não muito felizes. Odiaria ter que me afastar de qualquer uma das minhas funções; entretanto, se o trabalho com a Direção demonstrar ser muito exaustivo para que eu continue nos dois comitês, então me afastaria da equipe de Abuso.